Empolgados com a queda do dólar, brasileiros investem em viagens internacionais – Globo

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Dólar. Foto: Cris Faga / Parceira / Agência O Globo
POR MARIANA MACHADO (mariana.machado@cbn.com.br)

Com o dólar abaixo de R$ 5, muita gente já começa a fazer planos de investimento na moeda. Seja comprando aquele item que não tem no Brasil, ou encontrando a passagem dos sonhos, a regra é não perder tempo. Bom para quem decidiu viajar de última hora. A streamer Catarina Saraiva se surpreendeu com os valores e nem pensou duas vezes: já está curtindo uns dias em Miami, nos Estados Unidos.

“Percebi uma diferença no preço da passagem e aí isso me motivou. Achei as passagens mais baratas do que no ano passado. Ainda mais porque eu comprei de última hora. E quando você compra perto de viajar, sempre o preço é mais alto e dessa vez eu não achei. Achei que o preço estava a mesma coisa de comprando com antecedência. Então acho que sim, refletiu no preço das passagens.”

Catarina comprou tudo separado: passagens e hospedagens. Mas a busca por pacotes internacionais também tem crescido. Dados da Associação Brasileira de Agências de Viagens mostram que no primeiro trimestre deste ano, cerca de 40% das vendas foram para destinos no exterior. E para as férias de julho, os lugares mais procurados são Orlando, Lisboa e Miami. A presidente da entidade, Magda Nassar, lembra que o momento é ideal, principalmente para parcelar o pagamento em uma cotação preservada.

“Quando você compra uma viagem internacional hoje através das agências de viagem, você tem um parcelamento em até 10 vezes sem juros e você congela essas parcelas. Então pega esse momento de um dólar melhor e vai pagar essas parcelas baseado nesse dólar. O valor da viagem é transformado em reais e você paga essas parcelas fixas. É interessante, e acho que um ótimo momento para viajar.”

Mas se engana quem pensa que é só turismo. Há quem aproveite para investir em qualificação. A IBS Americas, escola de cursos internacionais de curta duração registrou um aumento de 22% no número de matrículas nos primeiros meses deste ano. O administrador de empresas Matheus Silva conciliou a queda do dólar e as férias para estudar. Na semana que vem, ele embarca rumo a Los Angeles, onde fará um curso de três semanas sobre Liderança e Transformações Digitais.

“Claro, você tem todos os custos que giram além do curso em si. Tem que planejar alimentação, hospedagem, passagem aérea também. Mas com essa diminuição do dólar, quando você tem que multiplicar o valor da moeda por um número menor, fica mais atraente porque depois pode gastar o que sobrar em outras coisas também. Então esse fator da moeda ter dado uma caída fez diferença na hora de tomar a decisão de fazer parte desse curso.”

Mas e para quem não vai viajar? A boa notícia é que produtos importados podem ficar mais baratos, como explica o economista William Baghdassarian

“O produto que a gente importa, isso vai ser muito claro. Porque qual a diferença do produto importado e o nacional? O importado, toda aquela taxa de juros já foi incorporada. Um quilo de granola importada é um quilo de granola e o preço é aquele. Tanto faz. Você já compra a granola. Mas se faz no Brasil, tem o salário do cara em reais, a energia elétrica em reais. Então, o produto exportado é mais simples. Nesses produtos, a gente pode ver eles ficarem mais baratos.”

É apostando nisso que o professor Morgan Monteiro vai conseguir arcar com um novo tratamento para a esposa. Ela é cadeirante e sofre de dores neuropáticas. Os médicos indicaram uma medicação que precisa ser importada e a dose teste custa em torno de US$ 1.000.

“O médico passou para a gente que vai ser em torno de 3 a 4 ampolas por recarga, ou seja, serão em torno de US$ 4 mil. US$ 1.000 é uma dose teste, então é um valor considerável. Essa baixa do dólar vem numa boa hora. Espero que continue baixando porque é um tratamento contínuo.”

Vale lembrar que, a partir de agosto, o governo federal vai deixar de cobrar o imposto sobre importação para compras feitas pela internet com valor de até 50 dólares de empresas de comércio eletrônico. Com a mudança, além da isenção para pessoas físicas, empresas também serão englobadas. Então viajando ou comprando, se você fez planos em torno do dólar, a hora de colocar em prática, é agora.
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