Você já sofreu de “depressão” pós-intermcâmbio? Como enfrentar este baque do retorno para casa

Você já sofreu de “depressão” pós-intermcâmbio? Como enfrentar este baque do retorno para casa

Tenho lido bastante artigos falando sobre as dificuldades emocionais / comportamentais que as pessoas enfrentam no retorno ao seu país depois de uma temporada fora. Talvez, aqueles que vão à trabalho, não sofram tanto com o retorno quanto àqueles, que vão para o estudo. O que sei, é que para a grande maioria dos estudantes que conheci, já tiveram, estão tendo ou ainda vão ter algum tipo de  “episódio“, do que aqui irei chamar de: “depressão” pós intercâmbio! Quando fiz intercâmbio para Inglaterra, fui para aprender Inglês e o programado era ficar no máximo 6 meses (este foi o tempo da minha primeira matricula na escola de Inglês, digo primeira, porque depois renovei por mais 2 vezes), logo virou 1 ano, que virou 2 anos e que mais tarde, veio a me levar a viver em Portugal para fazer Mestrado Integrado em Medicina Dentária e se tornou 6 anos… que se tornou até hoje e certamente até muito tempo depois de amanhã! E te digo que já sou doutorada neste assunto: episódio de depressão pós intercâmbio!

Natália Faleiros no aeroporto de Dublin, Irlanda
Natália Faleiros no aeroporto de Dublin, Irlanda

Quando você retorna ao Brasil é difícil para você e também para quem o cerca

Agora… imagina você saindo do avião, ainda no aeroporto e querer comprar uma água em qualquer cafeteria em Guarulhos falando em Inglês?! Ops, hellooo!!! “You are in Brazil right now!!!!” = Você está no Brazil agora!!! 

Assim não dá né? Ninguém vai te suportar meu caro amigo! Eu sei que vai demorar um pouco ou um muito para passar isso dentro de você! As primeiras semanas você vai contar repetidas vezes a mesma história para inclusive as mesmas  pessoas e cuidado para quem ousar te interromper dizendo que você já contou aquilo por 738 vezes! Um sentimento de amor profundo e imensurável vai surgir no seu coração e fazer com que você se sinta mais nacional do outro lado do atlântico do que no próprio Brasilzão! E as comparações? Você vai começar a comparar tudo, quando eu digo tudo é tudo mesmo!!! Vai comparar comida, carros, objetos, tv, rádio, programas, construções, qualidade dos materiais, trabalhos e infelizmente as pessoas. Você começa a enxergar o quão fácil é se adaptar com uma BMW e logo depois quando a realidade volta ter que conviver com “fusquinha”. Está última frase foi completamente metafórica e não disse literalmente falando, é porque normalmente as coisas no exterior funcionam como uma BMW e chegando aqui para você ter produtos / serviços com qualidade BMW tem que ter muita grana, caso contrário, vai ter que se readaptar a produtos / serviços “fusquinhas” mesmo!

* O motivo deste post é apenas relatar o que alguns estudantes podem sentir ao retornar ao seu país de origem! Tenho amigos do mundo todo e que também sentem isto ao retornar ao país deles! O foco do artigo é este e, em nenhum momento, falar “mal” do meu país, afinal eu amo meu Brazilzão!!!!

E o Brasil também é lindo! Praia do Jabaquara em Ilha Bela - SP
E o Brasil também é lindo! Praia do Jabaquara em Ilha Bela – SP

Por favor não me leve a mal

Em nenhum momento estou dizendo que viver no Brasil é ruim mas quem já viveu esta experiência vai entender e talvez concordar com o que estou dizendo. Aqui no Brasil, para ter a mesma qualidade de vida, tem que ganhar muito dinheiro e isso sem contar com a grande violência que vivemos no nosso país… isso não vem de hoje, é um problema de 515 anos!

Natália Faleiros no aeroporto Internacional de Guarulhos - SP
Natália Faleiros no aeroporto Internacional de Guarulhos – SP

Atenção: Artigo registrado na Biblioteca Nacional. Não ao Plágio! Autora: Natália Faleiros

Este artigo pertence a categoria Crônicas de Mochileiros – caso queira acompanhar a história e crônicas de Natália Faleiros vá ao menu Crônicas de Mochileiros. As crônicas contam histórias de uma estudante em Londres e que mais tarde se apaixona por viajar.

Não ao Plágio
Não ao Plágio